Vítimas de Algodões afirmam que W. Dias foi omisso em seu governo
Presidente da associação das vítimas culpa governos de W. Dias e Wilsão pela demora
Segundo o presidente, é inadmissível que depois de todo estes anos, nenhuma solução efetiva tenha sido oferecida as famílias. Ele cobra o pagamento das indenizações e que não se perpetue as pensões.
“Sem dúvida houve uma omissão do estado com relação às famílias, sobretudo, na gestão passada. Infelizmente quase quatro anos depois as famílias ainda não se reconstruíram por falta de condição. Não queremos que o estado fique enrolando pagando só uma pensãozinha, queremos que seja pago as indenizações a que as famílias têm direito”, cobrou o presidente da AVABA.
Sobre a reunião desta sexta-feira (13/01), que foi intermediada pelo promotor Fernando Santos, Corcino reconhece que houve avanços, mas nada de decisão concreta, como esperavam.
“Ficou marcada para o dia 13 de fevereiro outra audiência, onde o estado deve trazer outra proposta e esperamos que seja satisfatória para as famílias, pois queremos logo uma decisão para este caso”, acrescentou.
‘NÃO ANDAMOS NADA’
Para as promotoras de Buriti dos Lopes e Cocal, cidades afetadas com a tragédia, não foi adiantado nada da última audiência. Elas afirmam que hoje esperavam uma resposta do governo para o caso, uma posição concreta, mas nada foi apresentado pelo procurador Kildere Ronne.
“Esperávamos uma resposta à nossa solicitação, mas o procurador só disse que vai se reunir com o governador na segunda feira para tratar do assunto. E prometeu voltar na audiência do dia 13 de fevereiro com uma contraproposta com relação ao pedido e indenização apresentado pela AVABA”, pontua a promotora Francineide de Sousa.
Karla Daniela com Corcino e Francineide de Sousa com Fernando Santos
Karla Daniela reforçou que não houve avanço nas discussões e que a única coisa que o governo fez na audiência foi marcar uma nova, com a assertiva de que iria discutir o assunto com os secretários de governo para buscar uma solução.
“Enquanto isso nossas famílias ficam a espera dessa posição do governo, querem saber em quanto tempo podem receber essa indenização”, complementou a promotora.
Dados da AVABA
GOVERNO
Presente na audiência, o procurador geral do estado Kildere Ronne afirmou ressaltou que não vê a possibilidade de pagamento de indenização realizado de forma diversa a de precatórios e que se deve apurar efetivamente o prejuízo que cada família sofreu e não uma indenização genérica.
O procurador comprometeu-se a analisar os valores, mas ressaltou que “não tem competência para confirmar estabelecimento do valor”.
VEJA QUEM ESTEVE NA REUNIÃO
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